Crescimento dos bancos médios eleva custo de captação do Itaú no 1º trimestre

Maio 6, 2008

SÃO PAULO - A maior participação dos bancos médios na oferta de crédito contribuiu para aumentar o custo de captação do Itaú durante o primeiro trimestre deste ano, admitiu hoje o diretor-executivo de Controladoria do banco, Silvio de Carvalho. Segundo ele, esse custo passou de cerca de 101% para 105% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) entre o final do ano passado e o final de março último.

O diretor apontou o avanço no financiamento de veículos como um dos responsáveis pela maior competição por funding, como é chamado o recurso que os bancos captam no mercado para depois repassá-lo aos clientes. A indústria de financiamento de veículos está muito ativa, a indústria automobilística também e a população está mais presente. Isso afeta um pouco o funding, explicou Carvalho.

No entanto, ele fez questão de salientar que o aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, implementada em abril pelo Banco Central (BC), e a sinalização de novas elevações na Selic também interferem no custo do funding. Durante o primeiro trimestre, a curva de juros futuros já adiantava a elevação da Selic, diante dos crescentes indicadores de inflação e dos comentários de dirigentes do BC.

(Murillo Camarotto | Valor Online)


Mercados: Juros futuros têm novo pregão de alta na BMF

Maio 6, 2008

SÃO PAULO - Pelo seguro pregão consecutivo os contratos de juros voltam a apontar para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF). Além da apreensão quanto a possíveis medidas para restringir o capital estrangeiro de curto prazo, as curvas também refletem a contínua preocupação com a inflação.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 fechou com alta de 0,09 ponto percentual, a 12,89% anuais. Janeiro de 2010 acabou o dia com ganho de 0,24 ponto, a 13,92% ao ano. Janeiro 2011 ganhou 0,25 ponto, para 13,85%. E janeiro 2012 avançou 0,20 ponto, para 13,63% ao ano.

Na ponta curta, junho de 2008 teve queda de 0,01 ponto, a 11,60%. Julho de 2008, o mais negociado hoje, fechou estável a 11,88% anuais. Agosto de 2008 avançou 0,02 ponto, para 12,06%. E outubro de 2008 fechou apontando 12,43%, alta de 0,07 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.084.699 contratos, equivalentes a R$ 94,29 bilhões (US$ 56,88 bilhões), duas vezes mais do que o registrado ontem. O vencimento de julho de 2008 foi o mais negociado, com 360.425 contratos, equivalente a R$ 35,42 bilhões (US$ 21,37 bilhões).

De acordo com o economista do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o pano de fundo para o mercado de juros é a preocupação com o cenário inflacionário. E a agenda de indicadores de preços da semana estimula uma posição mais defensiva por parte dos agentes. Amanhã será apresentado o IGP-DI; na quinta sai o IPC-S, e a sexta-feira, reserva o IPCA e a primeira prévia do IGP-M.

Fora essa preocupação com os preços, Neto lembra que o governo não rejeita de maneira contundente adotar restrições ao capital externo e isso causa certo desconforto no mercado de juros futuros, principalmente nos vencimentos mais longos, onde os estrangeiros concentram suas apostas.

Em entrevista na noite de ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou a possibilidade de maior Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de conter o capital especulativo. ” Nós já criamos o IOF, de 1,5%, para tentar inibi-lo. Se for preciso cria-se mais. O Conselho Monetário (Nacional) saberá o momento adequado de discutir isso ” , disse o presidente.

Sobre os dados do dia, o economista indica que não houve surpresa. Para ele, o crescimento menor que o esperado da produção industrial não permite que se fale em perda de fôlego no lado da atividade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção da indústria brasileira cresceu 0,4% no mês passado, revertendo uma queda de 0,5% em fevereiro.

Ainda pela manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,54% em abril, ficando no teto das estimativas. Em março a inflação foi de 0,31%.

(Eduardo Campos | Valor Online)


Moody’s pede melhora da dívida e dos gastos do Brasil

Maio 6, 2008

O Brasil precisa de finanças públicas mais fortes e de um perfil melhor da dívida para alcançar o grau de investimento, afirmou a agência de classificação de risco Moody’s. “Isso garantiria uma convergência sustentada em direção aos indicadores de crédito mais alinhados com ratings de grau de investimento”, escreveu Mauro Leos, vice-presidente da Moody’s no Brasil, no relatório anual sobre o País.

» S&P quer mais esforço fiscal do País após grau
“Os principais limites aos ratings do governo brasileiro são os índices de dívida relativamente altos que, embora em queda… ainda apresentam riscos de rolagem”, explicou Leos.

“Outros limites incluem impedimentos estruturais a ajustes no Orçamento dada a alta proporção de gastos previdenciários.”

A nota concedida pela agência aos títulos de dívida pública em moeda local e estrangeira do país é Ba1, a um passo do grau de investimento.

A avaliação do Brasil, no entanto, deve ser pouco afetada pela crise nos Estados Unidos e pela volatilidade nos mercados internacionais, avalia a Moody’s.

“As maiores reservas internacionais reduziram consideravelmente a exposição do País aos choques externos”. Na segunda-feira, dados do Banco Central mostravam reservas de mais de US$ 195 bilhões.

A Moody’s também elogiou os “benefícios da continuidade da política econômica que vem sido mantida no Brasil por diversos governos”. Para a agência, isso não é anulado pelo “sucesso limitado” de reformas estruturais, como da Previdência.

Na semana passada, outra instituição, a Standard & Poor’s, colocou o Brasil dentro da lista de países considerados bons pagadores. A Fitch, que ainda mantém o Brasil a uma nota do grau de investimento, afirmou na quarta-feira que a classificação do país está sob “revisão ativa”.


Itaú tem lucro 7,5% maior no 1º trimestre, de R$ 2 bi

Maio 6, 2008

O Itaú fechou os primeiros três meses do ano com lucro líquido de R$ 2,04 bilhão, avanço de 7,5% sobre igual período de 2007. O balanço foi influenciado por um aumento da carteira de crédito da ordem de 36% e contido por avanço menor na receita com prestação de serviços.

O banco, segundo maior privado do País, encerrou o primeiro trimestre com uma carteira de R$ 137,7 bilhões ante R$ 101,07 bilhões registrados um ano antes. As áreas de destaque foram financiamento para veículos e cartão de crédito no segmento pessoa física e micro, pequenas e médias empresas na área de pessoa jurídica.

Na semana passada, o Bradesco, maior banco privado do País, divulgou lucro líquido de R$ 2,10 bilhões, resultado 23,3% acima do obtido no primeiro trimestre de 2007, com avanço de 38,5% na carteria.

O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, importante indicador da rentabilidade de um banco, fechou o trimestre passado em 28,1% ante 31,3% um ano antes.

Já o resultado bruto de intermediação financeira somou R$ 3,953 bilhões, avanço de 6,3% em relação ao primeiro trimestre de 2007.

Refletindo campanha de fidelização de clientes via redução de tarifas, a receita do Itaú com prestação de serviços somou R$ 2,5 bilhões, caindo 6,4% em relação ao quarto trimestre e avançando 3,3% na comparação com os três primeiros meses de 2007. Entre 2006 e 2007, a receita teve avanço maior, de 14%.

O Itaú registrou ativos totais de R$ 327,624 bilhões no trimestre passado contra R$ 257,85 bilhões entre janeiro e março de 2007. Enquanto isso, o Bradesco viu seus ativos avançarem 26%, para R$ 355,52 bilhões.


Capital Empreendedor: BNDES amplia apoio a pequenas e médias empresas

Maio 6, 2008

SÃO PAULO - Na semana passada, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou uma nova área, intitulada Capital Empreendedor, com o intuito de ampliar o foco do trabalho nas pequenas e médias empresas.

Segundo informações da Agência Brasil, a nova área já conta com dez fundos de investimentos em empresas de capital fechado, sendo oito de venture capital e dois de private equity.

A diretoria de Mercado de Capitais da instituição foi ramificada, dividindo-se em Capital Empreendedor e Mercado de Capitais. O banco já tem uma carteira de R$ 88 bilhões de participação em mercado de capitais, envolvendo 180 empresas, sendo 35 pequenas e médias inovadoras.

Foco nas pequenas
De acordo com o superintendente da área de Capital Empreendedor do banco, Fábio Sotelino, a proposta é apoiar mais as pequenas e médias empresas, tanto por meio de participação societária direta quanto através da indústria fechada de fundo de investimentos (private equity e venture capital).

Ele destacou ainda o aumento de recursos do Criatec, fundo voltado a empresas inovadoras, que foi ampliado para R$ 100 milhões em capital comprometido para investimentos, com a injeção de R$ 20 milhões.

Infomoney


EUA: Ações da Sprint Nextel disparam 9% após rumores sobre mega fusão

Maio 6, 2008

A Deutsche Telekom, maior companhia alemã de telecomunicações, estaria interessada em comprar a norte-americana Sprint Nextel conforme publicado pelo periódico alemão Der Spiegel.

A compra, segundo o jornal, tem maior chance de ser concretizada devido à desvalorização do dólar perante o euro, além da menor capitalização de mercado da Nextel, em U$S 22 bilhões.

Ante aos rumores, os papéis da Sprint Nextel operam em forte alta de 9,63% no pré-market norte-americano, enquanto os ADR´s da Deutsche Telekom registram leve queda de 0,06%.

Segundo o Wall Street Journal, a fusão proporcionaria a maior companhia especializada na tecnologia wireless do mercado norte-americano.

Mesmo com possíveis vantagens, a aquisição está em xeque devido ao possível rebaixamento do rating de dívida da Deutsche Telekom, sinalizado pela agência de rating Standard & Poor’s.

Vale lembrar que a agência de classificação colocou o rating da companhia alemã sobre CreditWatch no dia 17 de março, indicando uma eventual revisão em baixa, depois da empresa ter dito que planeja comprar uma fatia de 20% da Hellenic Telecommunications.


Investment grade sustenta otimismo para o mercado de ações em maio

Maio 6, 2008

SÃO PAULO - A crise subprime - a despeito da crença otimista de muitos investidores, de que “o pior já passou” - segue se abatendo sobre as maiores instituições financeiras no mundo. Os temores quanto a uma recessão nos EUA, assim como as projeções de uma desaceleração econômica global em 2008, não deixam de depositar cautela nos mercados.

No contraponto de tal contexto, a renda variável internacional viveu dias positivos em abril, ainda que não isentos da volatilidade característica desde o começo do ano. E o mercado acionário brasileiro não é exceção, uma vez que seu principal índice, o Ibovespa, experimentou uma valorização de 11,32% no período.

E por mais paradoxal que tal panorama aparentemente seja, as perspectivas dos analistas para a bolsa no quinto mês deste ano seguem permeadas por um forte tom de otimismo, levando em conta principalmente a surpresa trazida no último pregão de abril: a tão sonhada conquista do investment grade.

Os benefícios do investment grade
O impacto benéfico da conquista do grau de investimento, concedido na última quarta-feira pela Standard & Poor’s, deverá se dar por diversas vias. A primeira, ressaltada pela equipe do Unibanco, é o aumento da participação de estrangeiros no mercado brasileiro, uma vez que muitos fundos de pensão eram impedidos de alocar recursos no País por ser considerado grau especulativo.

Ademais, como explicam os analistas do Banco Safra, além de elevar a entrada de divisas ao Brasil, o grau de investimento é extremamente positivo na medida em que diminui o custo de captação do governo e das empresas brasileiras, impulsionando desta forma os investimentos realizados no País.

De forma geral, talvez o mais importante dentre todos estes elementos é a maior visibilidade que o mercado de ações brasileiro passa a desfrutar no cenário externo, dando origem a um ambiente sólido aos olhos dos investidores estrangeiros que procuram também o longo prazo.

Entretanto, os analistas do HSBC ressaltam que, muito embora a elevação do rating brasileiro seja “uma sinalização positiva para o mercado de capitais”, muitas vezes o reconhecimento completo do investment grade só vem por meio de igual concessão por, no mínimo, outra agência internacional de rating.

Impacto sobre inflação e juros
Além dos claros benefícios que o investment grade deverá trazer à praça bursátil brasileira, os analistas do Unibanco consideram o impacto sobre a inflação no País. Com o maior fluxo de recursos estrangeiros, o real deverá intensificar sua tendência de valorização frente ao dólar, o que em última instância, colabora no arrefecimento das tensões inflacionárias.

“Desta forma, acreditamos que existam condições para um aperto monetário menor e mais breve do que nossas projeções anteriores davam conta”, prevêem os analistas. Visão similar é adotada pelo HSBC, que apesar de apostar em uma elevação na taxa Selic, acredita que o ciclo de aumentos no juro deverá ser menor do que os anteriores aplicados pelo Banco Central.

Em que setores apostar
“A volatilidade vai continuar no mercado de ações, mas isto não significa que o investidor deve ficar de fora”. A frase cabe aos analistas do ABN, que a despeito de suas projeções de um mês instável, atribui maior ênfase ao viés de alta que a renda variável brasileira desfruta no momento.

Neste contexto, a recomendação consensual dos analistas é para a preferência de ações com maior liquidez, teoricamente menos sensíveis às flutuações no humor do mercado. Especificamente quanto à conquista do grau de investimento, o Unibanco aposta em aplicações no setor financeiro, assim como no de consumo.

Quem também aposta nas varejistas são os analistas do HSBC, tendo em vista a continuidade do bom momento macroeconômico no Brasil, que também favorece papéis do setor siderúrgico, devido à expansão da indústria automobilística e do mercado imobiliário.

Em contrapartida, a equipe do Unibanco recomenda distância aos ativos atrelados ao setor de papel e celulose, cujas companhias deverão ter seus resultados penalizados pela maior apreciação cambial, fruto da conquista do investment grade.


Indústria automobilística acumula mais um recorde em fevereiro de 2008

Março 4, 2008

Vendas totais de veículos cresceram 33,7% em fevereiro, segundo a Fenabrave.
Mercado de motos também está aquecido, com 139.014 unidades vendidas.

O ritmo da indústria automobilística brasileira continua aquecido devido à alta demanda do mercado nacional. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o mês de fevereiro foi recorde em todos os segmentos. As vendas totais de veículos cresceram 33,7% em fevereiro, com 346.183 unidades vendidas.

Em relação a janeiro deste ano, houve queda de 5,7% nas vendas totais de veículos, devido à sazonalidade.

No acumulado de 2008, o número de automóveis e comerciais leves vendidos chegou a 396.558 unidades, com um aumento de 39,1% em relação a 2007. Comparativamente, em fevereiro deste ano, 36,8% mais automóveis e comerciais leves foram vendidos do que no mesmo mês de 2007, com 191.117 unidades vendidas em fevereiro.

Na comparação com janeiro deste ano, houve queda de 6,9% nas vendas. Porém, janeiro teve 22 dias úteis, e fevereiro, 19. A queda reflete o número de dias, que foi menor em fevereiro.

Automóveis e motos
Em fevereiro, o número de automóveis vendidos alcançou 158.943 unidades. Comparando-se com o mesmo mês de 2007, o crescimento nas vendas foi de 33,7%. No ano passado, 118.806 unidades foram vendidas.

Já o mercado de motos alcançou o expressivo número de 139.014 unidades vendidas, o que representa um crescimento em ritmo acelerado, quase alcançando o mercado de carros.

O crescimento nas vendas de motos este mês foi de 29,7% em relação a fevereiro de 2007, quando foram vendidas 107.158 unidades.

De todas as categorias de automóveis vendidos, a que mais cresceu foi a de veículos de entrada, com 40,81%.

A projeção da Fenabrave para 2008 é que sejam vendidos, neste ano, 2.389.485 unidades de automóveis, o que representaria um crescimento de 20,86% em relação a 2007.

Ranking de automóveis mais vendidos em fevereiro de 2008
1º Gol, da Volkswagen, 20.167 unidades vendidas
2º Palio, da Fiat, 16.242 unidades vendidas
3º Celta, da GM, 11.177 vendidas
4º Fox, Volkswagen, 11.165 vendidas (inclui ainda o Crossfox)
5º Corsa Sedã, da GM, 10.879 unidades vendidas
6º Uno, da Fiat, 9.931 unidades vendidas
7º Siena, da Fiat, 7.246 unidades vendidas
8º Honda Civic, 4.895 unidades vendidas
9º Ford Ka, 4.073 unidades vendidas
10º Prisma, da GM, 3.879 unidades vendidas

Ranking de comerciais leves mais vendidos em fevereiro 2008
1º Fiat Strada, 5.157 unidades vendidas
2º EcoSport, Ford, 2.939 unidades vendidas
3º GM Montana, 2.892 unidades vendidas
4º S10 GM, 2.316 unidades vendidas
5º Kombi, Volks, 2.157 unidades vendidas
6º Saveiro, Volks, 2.116 unidades vendidas
7º Fiorino, Fiat, 1.492 unidades vendidas
8º Hyundai Tucson, 1.264 unidades vendidas
9º Ford Ranger, 1.121 unidades vendidas
10º Mitsubishi Pajero, 1.089 unidades vendidas

Fonte: Priscila Dal Poggetto Do G1, em São Paulo


Lucro da Petrobras cai 17% e fica em R$ 21,5 bilhões em 2007

Março 4, 2008
Custos de produção de petróleo e real valorizado afetaram resultado, diz companhia.Investimentos da empresa subiram 34% em 2007, atingindo R$ 45,3 bilhões.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) que registrou lucro líquido de R$ 21,5 bilhões em 2007, valor 17% inferior ao lucro de 2006 (R$ 25,9 bilhões).Foi a primeira queda no lucro da empresa desde o início do governo Lula. O resultado também ficou abaixo da estimativa dos analistas: lucro de R$ 22,4 bilhões, com baixa de 13,5% em relação ao resultado do ano anterior.Considerados os resultados do quatro trimestre de 2007, houve queda de 9% no lucro. O resultado de outubro a dezembro foi positivo em R$ 5,053 bilhões, contra R$ 5,528 bilhões do mesmo período do ano anterior. 

Impacto negativo
De acordo com o balanço financeiro da companhia, o aumento dos custos para exploração e produção de petróleo tiveram impacto negativo no desempenho da companhia. Além disso, a reestruturação do fundo Petros e o aumento dos custos operacionais, como os com pessoal, também contribuíram para o resultado. O real valorizado também afetou os negócios internacionais da Petrobras, informou o comunicado aos acionistas.
O custo de extração de petróleo passou de US$ 6,59 para US$ 7,70 por barril, alta de 17%. Em reais, a alta foi de 5%. O custo de refino aumentou em 24% no país, passando de US$ 2,29 para US$ 2,85 por barril. Em reais, o custo de refino passou de R$ 4,98 por barril em 2006 para R$ 5,49 em 2007, alta de 10%.Receita e investimentos
A geração de caixa da companhia, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações), foi de R$ 50,275 bilhões, valor 1% menor do que no ano anterior. A receita líquida, por sua vez, subiu 8%, para R$ 170,578 bilhões.Os investimentos da companhia também cresceram em 2007, atingindo R$ 45,3 bilhões, 34% a mais do que em 2006.

 

Valor de mercado
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, destacou na entrevista coletiva à imprensa para apresentação dos resultados da companhia o fato de o valor de mercado da estatal ter crescido 87% no ano passado.
Segundo o balanço financeiro da estatal, o valor de mercado da companhia atingiu no fim do ano passado R$ 429,9 bilhões, ante R$ 230,4 bilhões em 2006. “Se conseguirmos repetir um dia um resultado assim, teremos que comemorar muito”, disse, tentando minimizar o fato de que o lucro da estatal teve queda de 17% sobre 2006.

Fonte: G1

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